"Uma coisa tenha custe o que custar: PALAVRA; outra coisa não tenha nunca: UM PREÇO (Dona Isaura)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

"Aqui os partidos são proibidos"

Por: Niko Schvarzer

O que começou o novo ano com grandes manifestações na Tunísia e no Egito, para exigir democracia e melhores salários, contra a fome ea corrupção, se espalhou por toda a região do Norte de África e do Oriente Médio. Um após outro, novos países aderem à luta, especialmente após a queda de Mubarak, Bahrain, Iêmen, Marrocos, Argélia, Líbia, até a Arábia Saudita (onde foi parar o ditador tunisino Ben Ali). Fala-se de movimentos de terra ou tsunami para enfatizar a magnitude do fenômeno.

O denominador comum é a democratização da sociedade e demandas econômicas, eles enfrentam autocrático, as monarquias absolutistas em grande parte impostas por décadas à margem da vontade popular. No Egito e na Tunísia permanecer mobilizados setores populares que exigem governo interino cumprindo suas promessas. Como um símbolo, Tahrir Square foi novamente preenchido com os manifestantes.

O mesmo papel desempenhado pela Plaza Pearl em Manama, capital do emirado de Bahrein, que foi ocupada novamente no sábado, depois que o Exército se retirou. A oposição à realização de reformas políticas (especificamente, "uma constituição escrita para o povo") e da demissão do governo, acusando-o de violenta repressão na semana passada, que causou mortes e hospitais em colapso. A pressão sobre o príncipe Salman bin Hamad al-Khalifa (a partir de uma dinastia instalado no trono há mais de 40 anos) é também de os EUA, que mantém no território estreito com base na sua V Frota, encarregada de proteger as rotas petróleo do Golfo Pérsico. Além disso, de lá vieram os aviões ianques para bombardear o Iraque.

Em Marrocos, as manifestações ocorreram na capital, Rabat, Casablanca e Marrakech, no sul, entoando "O povo quer mudança." Lemos sobre o cartaz dizendo: "degage, dictateur" (Ditador mover mandato), referindo-se a Mohamed VI. Isso tem despertado grande arraste o movimento juvenil 20 de fevereiro, a utilização dos recursos de comunicação modernos (como no Egito) e que juntou uma dúzia de organizações cívicas, ONGs e membros independentes. 

Ele declarou estado de alerta, muitos jovens foram presos. Um vídeo excelente estados que "a saúde, educação, liberdade, igualdade, são as legítimas reivindicações, que não mostra inclinação para atender", e acrescentou que nem o anúncio da manutenção dos preços de produtos subsidiados, e as promessas de reforma e criação de emprego têm sido capazes de parar o fluxo de adesão ao recurso. Um fator indignação (em Marrocos e em toda a região) é a imensa fortuna que detém o monarca, o sétimo no mundo, atrás monarquias petrolíferas e bem à frente da Rainha da Inglaterra. Segundo a revista Forbes, a fortuna, primeiro no mundo pertence a Carlos Slim do México, ea segunda, como previsto, Bill Gates, mas aparentemente Mubarak exceder o segundo.

O caso do Marrocos é de particular interesse porque é o opressor do povo saharaui se opõem à independência e autodeterminação. Precisamente hoje, o Embaixador da República Democrática Árabe Saharaui (RASD), apresenta as suas credenciais ao Presidente Mujica, um evento de um significado profundo.

As coisas começaram em movimento, mesmo na Arábia Saudita, um exemplo de linhagem pura da monarquia absoluta (por Abdullah bin Abdelaziz), que, além disso contém uma das maiores reservas de petróleo do mundo e é um enorme mercado para a indústria de armas EUA. Aqui os partidos são proibidos e aqueles que tentam treinar punição risco. Justiça deverá uso de castigos corporais em praças públicas. Os membros da Comissão Consultiva da Arábia do Conselho são nomeados diretamente pelo monarca. Pois bem, no clima criado na região, apresentou um pedido para a formação de um partido político, o Partido Islâmico do Povo. O pedido foi negado, mas é um sintoma.
O choque veio também a Líbia, Muammar Gaddafi, onde tem estado no poder desde setembro de 1969. Houve violentos protestos contra seu governo, especialmente em Benghazi, que chegou em Tripoli, a capital. A repressão atingiu 208 mortos, segundo a Al Jazeera. Khadhafi apareceu com um grupo de seus partidários, mas a cena foi ocupada por seu filho Saif, que fez promessas de reforma constitucional, os aumentos salariais, crédito à habitação para os jovens, mas pediu um fim aos protestos e previu um sangrento e mesmo a guerra civil dividiu o país em caso de confrontos persistente grupos rebeldes contra o governo.


Houve manifestações da Argélia, reprimidos pelas forças de segurança. As manifestações aconteceram na Jordânia, no sentido oposto, de opositores e partidários do regime, eo rei Abdullah (que mudou o primeiro-ministro) prometeu mais reformas. O que foi inesperado é que o choque iria chegar à região autônoma curda do Iraque. Os curdos estão divididos entre a Armênia, Síria, Turquia, Irã e Iraque. Em Sulaimaniya, a segunda cidade, houve um toque de recolher e protestos sobre má qualidade dos serviços públicos, a fome ea corrupção. E ataques do governo a escritórios cruzadas e da oposição.

A situação permanece fluida toda a região, pessoas jogadas na luta e no futuro indefinido.

Publicado em:  A República, 22 fev 2011, pg. 16
     

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