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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

"Questão do impeachment já foi superada"

Collor é eleito presidente de Comissão no Senado e poderá ter influência na Copa do Mundo e na Olimpíadas no Rio de Janeiro


Rio - O ex-presidente da República Fernando Collor foi eleito nesta quarta-feira para o cargo de presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado. Entre suas atribuições, Collor terá um papel importante nas negociações internacionais envolvendo o Brasil.


Nascido no Rio de Janeiro e aliado da presidenta Dilma Rousseff, Fernando Collor começou a primeira reunião da Comissão apresentando três atos aos membros do grupos. Segundo ele, o objetivo é "tornar os trabalhos da comissão mais visíveis e ordenada para a divisão pública".


Foto: Agência Senado
Fernando Collor após ser eleito presidente da Comissão | Foto: Agência Senado
O primeiro dos projetos diz respeito a mudanças nas regras para indicação de embaixadores. Collor propõe uma análise mais profunda do currículo dos profissionais escolhidos para representar o Brasil no exterior.


O segundo ato é a criação de uma agenda de debates para a comissão, com o objetivo de discutir a política externa brasileira.


Já o terceiro, e talvez o mais polêmico, trata da reivindicação da participação da Comissão de Relações Exteriores na autorização de perdão de dívidas e da concessão de empréstimos ao exterior. Atualmente, o assunto passa apenas pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), mas o senador disse que é importante avaliar o significado de tais medidas "do ponto de vista estratégico".


Especialista: "Questão do impeachment já foi superada"


Para o cientista político da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Paulo Baia, Collor já cumpriu as penalidades políticas previstas pelos erros que o levaram ao impeachament. Como faz parte da base aliada, era esperado que ele ganhasse algum cargo no Senado Federal.  Ainda segundo o cientista, a nomeação do ex-presidente pode influenciar o cidadão fluminense, já que a capital é uma cidade mundial.


"O Rio de Janeiro tem muitas questões ligadas à política exterior, como a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas de 2016. Esses eventos mexem com número de estrangeiros que vem ao estado e, por isso, demandas relacionadas à comissão presidida por Collor, vão surgir com o tempo", disse.


No entanto, Baía afirma que as pessoas não devem se assustar com a noemação de Collor, já que o Brasil vive outro momento.


"A questão do impeachment já foi superada. Muito além de se preocupar com o Collor, o cidadão comum tem que se preocupar com o Congresso como um todo", alertou.


Esta é a segunda vez que Collor presidirá uma comissão no Senado Federal. No biênio 2009-2010, ele foi o presidente da Comissão de Infraestrutura da casa


Fonte: Jornal O Dia

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