"Uma coisa tenha custe o que custar: PALAVRA; outra coisa não tenha nunca: UM PREÇO (Dona Isaura)

quinta-feira, 17 de março de 2011

Imigração Judaica

Senador Marcelo Crivella
A comemoração do Dia da Imigração Judaica foi instituída pela Lei nº. 12.124, de 16 de dezembro de 2009, de origem no Poder Legislativo. A escolha da data recaiu sobre o dia 18 de março, em referência à reinauguração da primeira sinagoga das Américas, fundada no Recife no século XVII, cuja história, memória e localização foram recuperadas ao longo do século XX. Essa reinauguração aconteceu no ano de 2002.


A comemoração do Dia da Imigração Judaica foi instituída pela Lei nº. 12.124, de 16 de dezembro de 2009, de origem no Poder Legislativo. A escolha da data recaiu sobre o dia 18 de março, em referência à reinauguração da primeira sinagoga das Américas, fundada no Recife no século XVII, cuja história, memória e localização foram recuperadas ao longo do século XX. Essa reinauguração aconteceu no ano de 2002.

É uma oportunidade para fixar na consciência nacional não apenas a importância das famílias de imigrantes dessa origem, que passaram a compor a paisagem humana brasileira, mas também a profunda ligação que temos com vários elementos da cultura judaica, desde os primórdios do período colonial.

Eles chegaram ao Brasil junto com os portugueses. Segundo Paulo Freire, 8 de cada 10 portugueses aportados aqui após o descobrimento eram cristãos-novos, que buscavam abrigo contra as perseguições na península ibérica.
Com o avanço dos nossos conhecimentos sobre nossa formação histórica, muito se reconhece da presença cultural judaica entre os nossos hábitos de origem colonial, vários dos quais ainda são praticados, especialmente no nordeste brasileiro.

Bispos: Crivella, Jerônimo Alves e Vitor Paulo

Na carne de sol, na tapioca, no enterro de corpos em mortalhas, na retirada total do sangue dos animais abatidos, no hábito de pintar as casas no final de ano e arrumá-las às sextas-feiras, nos pequenos hábitos do dia a dia enxergamos essa sobrevivência dos costumes judaicos.

Dois cristãos-novos, inclusive, marcaram presença importante na frota cabralina: o médico e astrônomo Mestre João e o intérprete e experiente comandante Gaspar da Gama, que já estivera nas Índias com Vasco da Gama e orientava Cabral.

A lista de cristãos-novos na colonização é por demais extensa para ser esgotada aqui, e incluía desde donatários importantes como Fernão de Noronha e Martim Afonso de Souza até náufragos e exploradores famosos como João Ramalho e Diogo Álvares Correia.

A referência à cultura judaica volta a ser renovada com a presença holandesa no Nordeste, entre 1630 e 1654. Com efeito, boa parte da expansão do negócio do açúcar no nordeste brasileiro já fora efetivada com capitais holandeses, com forte presença de comerciantes judeus de Amsterdã, vários oriundos das famílias expulsas da Península Ibérica.

O curto período de tolerância religiosa estabelecida pelos holandeses após a invasão permitiu a prática aberta da religião judaica, inclusive com a fundação no Recife daquela que foi a primeira sinagoga legal das Américas, a Kahal Kadosh Zur Israel (Santa Congregação Rochedo de Israel), de 1636.



Presidente em Exercício José Alencar e senador Crivella: Honras aos judeus

Entretanto, existem estimativas de que aproximadamente um décimo da população brasileira atual tem ascendência direta judaica.

A tolerância religiosa estabelecida nas constituições brasileiras permitiram uma assimilação mais fácil dessas últimas levas de migrantes, inclusive as fugidas da perseguição nazista na Europa, que por aqui chegaram a partir da década de 1930.

Hoje, calcula-se a presença judaica no País em torno de 120 mil habitantes. Essa comunidade, pequena para os padrões brasileiros, é, contudo, extremamente ativa, com centenas de nomes e sobrenomes expressivos nos campos das artes, da política, dos esportes, da ciência e dos negócios.

Senhor Presidente, Senhoras Senadoras e Senhores Senadores,
Por certo compartilhamos com a cultura judaica, em razão da nossa formação histórica, muita coisa. Compartilhamos, principalmente, nossa crença no Deus único e parte significativa das regras ético-religiosas que minimamente devem orientar o convívio social.

Nāo posso homenagear o povo judeu sem que fique  consignado esse permanente alerta de que não se pode descuidar do passado. Ele sempre retorna, quando nos falta vigilância.


Bispo Jerônimo Alves: Honra aos Judeus

Refiro-me ao sofrimento desse povo escolhido para o extermínio e que estava na primeira fila do ódio do Fueher. A cruz ariana, em sua maldição, foi o sinal oposto ao da cruz dos cristãos. Ao da estrela de Davi. Todos se lembram de quando se levantou o maior  demagogo da história, que capitalizou as dificuldades econômicas do seu país para envenenar o povo alemão com as quimeras da vingança. Depois, com a censura da imprensa, o assassinato dos líderes políticos, a criminosa adesão do grande capital e a submissão das forças armadas, foi a cruzada do apocalipse

Relembremos a revolta dos inocentes no Gueto de Varsóvia. Eram meninos e meninas, velhos e velhas, que como Davi diante do Golias, tinham apenas uma funda para se defender, que como Josué diante das Muralhas de Jericó, tinham apenas cornetas. Estamos celebrando os 61 anos da criação do Estado de Israel. É a força da promessa da sobrevivência, do ressurgir das cinzas, que em meio a dor e ao desespero,  na fila das piras ensangüentadas do holocausto,  cada um dos inocentes massacrados em Terezim, Treblinka, Auschiwitz, Birkenau, Lodz e Sachsenhausen, podia sentir na alma, quando tinha forças para olhar para o alto.

Não podemos esmorecer em nossas esperanças, nem descansar nossos braços. Há em nosso mundo outros guetos e outras Varsóvias, e não faltam os que ostentam arrogantes as armas contra os indefesos. Como aquela imagem fotográfica, difundida no mundo inteiro, e tirada na oprobriosa Praça do Embarque, de onde partiam os judeus para o extermínio no leste. A foto daquele menino de cinco anos com as mãos levantadas sobre a mira de um fuzil de um enfurecido soldado nazista. Seu olhar. Sua roupa maltrapilha. Indefeso. Sozinho. Humilde e triste. Que fim levou aquele menino? Será que sobreviveu a insanidade brutal do mundo em que viveu? Mas seu gesto não morreu. Nunca morrerá. A imagem daquele menino será sempre um grão de remorso na consciência do mundo. Será sempre uma lágrima sentida a correr dos olhos dos que por um momento, por um átimo de tempo, sentirem o que sentiram os irmãos, os pais, a família daquele pequenino.
Bispo Jerônimo Alves apresenta o trabalho da IURD 

O Brasil por sua vocaçāo democrática, pelo seu espírito de justiça, pelo seu respeito ao direito e culto a liberdade estará sempre ao lado dos direitos sagrados do povo hebreu de existir em paz e prosperar e o fazemos por gratidāo, por dever de consciencia e sobretudo por amor Cristāo.

Shalom aleikhem! Que a paz reine sobre vós.
   
   Deus te abençoe!


Senador MARCELO CRIVELLA - PRB/RJ


Um comentário:

Anônimo disse...

paz seja com os irmaos deste blog,confesso que eu soube a pocos tempo que o dia 18 de março,foi dia da imigraçao judaica para sao paulo,foi um prazer imenso saber disso,sou filho de uma quarta geraçao itliana dentro de sao paulo,nascido no dia 25/01/77,aniversario de sao paulo,nascido nas clinicas centro de sao paulo,mas fiu registrado no dia 18 de março de 77,fiquei feliz por ser batizado com o espirito santo de cristo,nesta data,me alegro por ser um paulistano 100 por cento e com um esrito judeu de Cristo,um abraço do irmao Moises,amem