"Uma coisa tenha custe o que custar: PALAVRA; outra coisa não tenha nunca: UM PREÇO (Dona Isaura)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Aniversário de 63 anos de Israel

Moisés disse que a paz é fruto da justiça e a segurança se estabelece com o Direito.
Creio nisso, mas é preciso também, para construir a paz no coração dos homens e sermos dignos de Deus, repudiar a intolerância, a violência e o ódio.




Quero fazer isso hoje prestando homenagem ao povo escolhido para o extermínio e que estava na primeira fila do ódio do Führer. A cruz ariana na sua maldição  foi o sinal oposto à estrela de Davi e à Cruz dos Cristãos. Todos se lembram de quando se levantou o maior demagogo da história, que capitalizou as dificuldades econômicas da Alemanha para envenenar o povo com as quimeras da vingança. Depois, com a censura da imprensa, o assassinato dos líderes políticos, a criminosa adesão do grande capital e a submissão das forças armadas, foi a marcha da insanidade.

É preciso relembrar o crime daqueles que se considerando nação de senhores e raça superior, e defendendo uma teoria zoológica da origem do homem, perverteram e enlouqueceram as massas para cometer a mais abjeta das felonias, o mais odioso dos crimes: o genocídio da guerra e do racismo.

Relembremos a revolta do Gueto de Varsóvia. Eram meninos e meninas, idosos, pobres, famintos, desprotegidos, todos inocentes, que como Davi diante do Golias, tinham apenas uma funda para se defender.

Relembremos a dor e o desespero na fila das piras do holocausto que cada um dos massacrados em Auschiwitz, Birkenau, Lodz, Terezim, Treblinka e Sachsenhausen, sentiu no paroxismo do seu sofrimento e na caminhada da agonia que lentamente os conduzia para a morte.




Senador Crivella e "Zé Alencar" prestigiam uma festa judaica

Há no mundo hoje outros guetos, outros campos de concentração e outras Varsóvias, e não faltam os que ostentam arrogantes as armas contra os indefesos. Como aquela imagem fotográfica, difundida no mundo inteiro, e tirada na oprobriosa Praça do Embarque, de onde partiam os judeus para o extermínio no leste. A foto daquele menino de cinco anos com as mãos levantadas sob a mira do fuzil de um soldado nazista, seu olhar, sua roupa maltrapilha. Anônimo e indefeso. Que fim levou aquele menino? Será que sobreviveu à demência brutal do mundo em que viveu? Mas o seu gesto não morreu. Não morrerá nunca. A sua imagem será sempre um grão de remorso na consciência da humanidade.

Quando ouço as declarações de Armadinehar com suas palavras de rancor contra o povo hebreu, me lembro daquele menino e do seu olhar de incompreensão. Um símbolo da perplexidade que os inocentes têm diante da ira, da insensatez, do vértice da loucura de uma mente possessa pelo arbítrio, pela violência e pela prepotência.


Senador Marcelo Crivella

Fica aqui um apelo aos democratas do Brasil. Ao comemorarmos o aniversário do Estado de Israel, o triunfo dos homens livres e a vitória sobre o holocausto, devemos fazer, em homenagem aquele menino, um voto de censura e de repúdio a quem quer que se levante contra o direito de existir da Nação de Israel. Hoje é o dia do alerta global de que não se pode descuidar do passado. Ele sempre retorna, quando nos falta a vigilância.


Senador Marcelo Crivella PRB/RJ

Nenhum comentário: