"Uma coisa tenha custe o que custar: PALAVRA; outra coisa não tenha nunca: UM PREÇO (Dona Isaura)

sábado, 7 de abril de 2012

Crivella 2012


Em clima de Semana Santa, o ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, esteve em Campo Grande-MS para cumprir uma agenda de reuniões, entrega de maquinários e difundir os benefícios socio-econômicos, ambientais e nutricionais do consumo de pescado. Apesar de Mato Grosso do Sul ser banhado por vários rios, como Paraná e Paraguai, o consumo per capita de pescado do sul-mato-grossense é de 1,36 kg/habitante/ano, índice de sexta-feira da Paixão e relativamente baixo para um Estado com tantas possibilidades em relação ao setor.

Comunidade Indigena

A problemática foi apresentada ao ministro pelos professores da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em uma reunião técnica na Unidade Gado de Corte da Empresa. Além do baixo consumo, o diagnóstico relatado pelos especialistas inclui produção sazonal e sem padrão de qualidade, necessidade de tecnologias adaptadas às condições da região e da agricultura familiar para elevar a produtividade e a qualidade e de coordenação da cadeia do pescado e organização dos piscicultores.

Uma das metas é fazer o preço do Kg do peixe ser menor do que o preço do Kg do frango 
Tais pontos constam no Plano Estratégico de Desenvolvimento da Cadeia do Pescado no Território da Grande Dourados que tem como objetivo diversificar a economia territorial, articulando geração de empregos, renda e alimentos com inclusão social e sustentabilidade. A região da Grande Dourados é um dos pólos promissores para a atividade em MS e para atingir esse objetivo macro conta com a parceria da Embrapa, Projeto Aquabrasil, Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Piscicultura de Mato Grosso do Sul, Territórios da Cidadania, Prefeitura de Dourados, MS Peixe, Banco do Brasil, Sebrae/MS e UFGD.

Lideranças do setor
Conforme apresentou o professor da UFGD, Cristiano Márcio Alves de Souza, o Plano tem como metas incorporar 700 agricultores familiares na atividade; ampliar a lâmina d’água em 1.300 ha; elevar a produtividade da piscicultura para 7t/hectare/ano; fornecer pescado para a merenda escolar dos 70 mil estudantes da rede pública de educação básica uma vez por semana; aumentar a produção de pescado para 13 mil toneladas/ano e o consumo para 12 kg/habitante/ano; ampliar a capacidade de produção de alevinos no próprio território para 7 milhões de alevinos/ano, dentre outras.



O "intensivão sobre a pesca" é por todos e para todos.
Para isso, prevê a estruturação da cadeia produtiva, por meio da construção do Centro de Piscicultura Experimental, Treinamento e Difusão Tecnológica; do Centro de Tecnologia do Pescado; do desenvolvimento da economia solidária e incubação tecnológica de EES; da coordenação estratégica – responsabilidades da UFGD; da rearticulação do Núcleo de Pesquisa em Aquicultura-MS (NUPAQ); da ampliação da infraestrutura de pesquisa em piscicultura; e da adequação da pesquisa existente para atender às necessidades da cadeia produtiva – atribuições da Embrapa, projetos orçados em, aproximadamente, 8 milhões de reais.



Pescadores artesanais
Com a aprovação do recurso para a viabilização do Plano Estratégico, os pesquisadores acreditam fortalecer o mercado interno, desenvolver os sistemas produtivos locais e agregar valor ao produto. “Em Mato Grosso do Sul há três linhas de atividades em piscicultura: produção em tanque escavado, aproveitamento das represas ou açudes em tanques-rede e integração da produção leiteira com piscicultura. As modalidades atendem todos os níveis tecnológicos de piscicultores e cobrem o Estado praticamente”, explica o pesquisador da Embrapa, Guilherme Asmus, de Dourados-MS, sede do NUPAQ-MS. “UFGD e Embrapa trabalham juntas. Cada instituição atuará dentro de seu escopo e missão convergindo para a construção de um setor mais organizado”, pontua o professor Cristiano Souza.



Pantanal - Outro braço da pesquisa em aquicultura está na Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), líder do Projeto Aquabrasil - “Bases Tecnológicas para o Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura no Brasil” – que envolve mais de 100 pesquisadores, 16 Unidades da Embrapa, 26 universidades e instituições de pesquisa, seis empresas privadas e três empresas estaduais de pesquisa.


Liderado pela pesquisadora Emiko Kawakami de Resende, o Aquabrasil atua com o propósito de produzir o embasamento técnico-científico para o desenvolvimento do agronegócio aquícola em bases sustentáveis, tendo como objetos as espécies selecionadas, camarão marinho, tilápia, tambaqui e pintado no Brasil. Também no Pantanal, há estudos para a viabilização da criação de espécies nativas em tanques-rede. 


Visita – Recepcionado pelos chefes-gerais das Unidades da Embrapa em Mato Grosso do Sul, Cleber Oliveira Soares (Embrapa Gado de Corte) e Emiko Resende (Embrapa Pantanal), e pelo chefe de Pesquisa e Desenvolvimento, Guilherme Asmus (Embrapa Agropecuária Oeste), o ministro e senador Marcelo Crivella despachou da base da Empresa em Campo Grande e fez a entrega de 13 escavadeiras hidráulicas para os municípios de Amambai, Eldorado, Jardim, Ladário, Guia Lopes da Laguna, Miranda, Mundo Novo, Nova Alvorada do Sul, Porto Murtinho, Rio Brilhante, Coxim, Sonora e Tacuru. “Somente Mato Grosso do Sul temos potencial para produzir 1 milhão de tonelada de pescado por ano. Com pesquisa, financiamento e políticas públicas podemos conseguir isso”, ressaltou.



Fonte: Mato Grosso do sul Notícias

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