"Uma coisa tenha custe o que custar: PALAVRA; outra coisa não tenha nunca: UM PREÇO (Dona Isaura)

domingo, 27 de maio de 2012

A pesca industrial 2012

PH Ferreira 

O segmento da pesca industrial no Brasil é de grande relevância social e econômica para muitos municípios litorâneos. Trata-se de uma atividade de base, fornecedora de matéria prima para as grandes indústrias de centros de distribuição de alimentos.

A pesca industrial caracteriza-se em função do tipo de embarcação empregada (médio e grande porte) e da relação de trabalho dos pescadores, que diferentemente do segmento artesanal, possuem vínculo empregatício com o armador de pesca (responsável pela embarcação), seja pessoa física ou jurídica.


A pesca industrial no Brasil é responsável pelo desembarque de metade da produção de pescados de origem marinha. Apesar da vasta extensão da costa brasileira, as condições naturais do nosso litoral sempre foram limitantes para o desenvolvimento de uma frota pesqueira industrial massiva.



A pesca industrial é composta por cerca de 5.000 embarcações, envolvendo 40.000 trabalhadores somente no setor de captura. Os principais portos de desembarque estão localizados nos seguintes municípios:
  1. a) Belém/PA;
  2. b) Camocim/CE;
  3. c) Natal/RN;
  4. d) Vitória/ES;
  5. e) Rio de Janeiro – Niterói/RJ;
  6. f) Santos – Guarujá/SP;
  7. g) Itajaí – Navegantes/SC, e;
  8. h) Rio Grande/RS.

Os principais produtos capturados pela frota industrial são o camarão rosa, a piramutaba, o pargo e as pescadas na região Norte, os atuns no Nordeste, a sardinha, a corvina, a tainha, o bonito listrado (matéria prima da indústria do atum enlatado), nas regiões Sudeste e Sul. 



A atividade de pesca industrial costeira no Brasil tem apresentado serias dificuldades, seja pela defasagem tecnológica associada às diversas etapas da cadeia produtiva, excesso de esforço de pesca ou baixa qualidade dos produtos pesqueiros.

O desenvolvimento desenfreado da pesca industrial no Brasil na década de 1970 resultou em um esforço de pesca muito além da capacidade de recuperação dos estoques pesqueiros.



Para reverter esse cenário negativo, o Governo Federal vem promovendo políticas estruturantes para assegurar a sustentabilidade da pesca. As ações têm se focado no ordenamento da cadeia produtiva, de maneira a garantir a sua continuidade em médio e longo prazo, assim como assegurar a competitividade no mercado internacional além da qualidade do pescado para o consumidor nacional.



Por outro lado, a pesca industrial oceânica, aquela voltada para a captura de grandes peixes pelágicos, ainda constitui uma fronteira de desenvolvimento à pesca no Brasil. A pesca dos grandes atuns e albacoras, do bonito listrado e também da anchoita podem representar o futuro da pesca industrial no Brasil.

Atualmente a pesca dos atuns e afins á regulamentada pela Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico – ICCAT, do qual o Brasil é signatário, por meio da alocação de cotas de captura aos países. Para os estoques do Atlântico Sul, à exceção do espadarte (Xiphias gladius), não foi ainda estabelecido cotas de captura para as demais espécies, o que permite um incremento no esforço de pesca atuante sobre estes recursos.



Além da consolidação da pesca de atuns e afins, o Brasil apresenta um potencial de aumento da produção pesqueira através da exploração racional do recurso anchoita (Engraulis anchoita), e vem investindo massivamente em pesquisas na região sul para o desenvolvimento de uma cadeia produtiva baseada neste recurso.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura
Fotos: Google Imagens

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