"Uma coisa tenha custe o que custar: PALAVRA; outra coisa não tenha nunca: UM PREÇO (Dona Isaura)

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Igreja x Política

PH Ferreira



“O meu direito termina, onde começa o seu”


Em época de campanha eleitoral, observa-se muitas críticas ao fato das igrejas evangélicas “pedirem votos” ou apoiarem determinados candidatos. Isto é claro, nas ruas, nas redes sociais, e até mesmo, por mais incrível que possa parecer, dentro de determinadas igrejas evangélicas.



As pessoas, sem perceber, compram ou aderem a determinado pensamento, embasado de critica destrutiva, que no futuro, vem a se tornar um preconceito comum entre todos: “Sou contra a política na igreja”. De fato, assumem como verdadeira a ideia de que: “Política dentro da igreja é uma blasfêmia, uma apostasia, ou até mesmo uma heresia.



“Vamos meditar no assunto?”

Então vamos começar definindo o conceito da política: Política é a ciência que busca estabelecer mecanismos, que permitam a construção coletiva do bem comum.


Partindo deste principio, podemos concluir que todo ser-humano, de maneira direta ou indireta, pratica a política. Seja no seio familiar, em casa, na escola, na universidade, no clube, na academia, na empresa e sem perceber na igreja. Em todos os lugares, usamos a política como ferramenta social, seja de inclusão ou de exclusão, ela é necessária a sociedade.


Conclusão: Como ser-humano, somos políticos, porque fazemos parte do processo político da sociedade querendo ou não; seja como objeto de integração, com voz e vez, ou como massa de manobra, esta é a realidade. Ser político, não é algo ruim ou negativo. Somos políticos, porque somos essencialmente, sociáveis, coletivos e fundamentais na organização da sociedade, que por sua vez, busca sempre o bem comum, isto é instintivo e racional.



“Então qual o problema de uma igreja apoiar determinado candidato?”

O fato de o estado ser laico, não o faz ateu, e muito menos preconceituoso. É legitimo que as igrejas, assim como qualquer setor da sociedade, busquem eleger seus representantes. Com a pluralidade representativa nas esferas do poder, conseguiremos atingir uma democracia plena em nossa cidade, em nosso estado e em nosso pais.

Vereador Tiago Silva (PDT), o mais votado do estado em 2012, obteve apoio declarado do Movimento GLT de Florianópolis
Portanto, em uma sociedade democrática, é direito comum que homens e mulheres se unam em grupos ideológicos ou não, mas com objetivos comuns, de maneira que, os sindicalistas, os umbandistas, os homossexuais, os idosos, os empresários, os trabalhadores de diversas categorias, e também as igrejas evangélicas elejam seus representantes; por isso penso que, criticar as igrejas evangélicas e seus representantes por buscarem seus direitos, revela um caráter antidemocrático e sobretudo preconceituoso.

Vereador reeleito Badeko (PSD), realizou sessão solene na Câmara para o Movimento Umbandista de Florianópolis

Paulo Henrique Ferreira (PH Ferreira), Esteve como chefe de gabinete parlamentar na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Assistente Parlamentar no Senado Federal, Coordenador Municipal de Governo de Itajaí, Coordenador da Superintendência Federal do Ministério da Pesca e Aquicultura de Santa Catarina, Assessor Técnico da Secretaria Executiva do Ministério da Pesca e Aquicultura e Secretário Municipal de Pesca, Maricultura e Agricultura de Florianópolis.  












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