"Uma coisa tenha custe o que custar: PALAVRA; outra coisa não tenha nunca: UM PREÇO (Dona Isaura)

sábado, 21 de fevereiro de 2015

A fazenda é a igreja 2015

PH Ferreira 

Em uma pequena fazenda de um humilde vilarejo do interior do sul do Brasil, o serviço de correio anunciou ao fazendeiro a entrega mensal com fortes palmas da porteira da fazenda. Toda vez que o carteiro chegava era um alvoroço entre os animais; todos ficavam angustiados pois o fazendeiro, nos últimos meses havia comprado uns apetrechos modernos para a fazenda; o "galo velho" andava deprimido pela compra de um potente despertador de cordas no mês passado.


O rato, que não era bem quistos pelos outros animais da fazenda, obviamente por sua natureza, rapidamente se posicionou para ver o que chegara em um pequeno pacote, imaginava ser algo para comer, e já maquinava em sua mente, como chegar ao alimento de madrugada. Seus instintos estavam certos, era um delicioso pedaço de queijo parmesão. Quando o fazendeiro abriu completamente o pacote; caiu em desespero...com o delicioso queijo, também vinha uma ratoeira, uma ratoeira....perturbava-se entre seus pensamentos, certamente ele não iria resistir a tentação daquele queijo parmesão e seria alvo fácil. Saiu correndo a buscar apoio dos outros animais da fazenda; e aos gritos anunciava:"Há ratoeira na casa, há ratoeira na casa".



A galinha, ciscou de um lado para o outro, instintivamente, protegeu os pintinhos em baixo de suas asas e respondeu:"Desculpe-me seu rato, entendo que isto seja um grande problema para o senhor e para sua família, mas não me prejudica em nada, e nem me incomoda o fato de ter uma ratoeira na casa com tantos bichos peçonhentos querendo devorar minhas crias, mas vou orar pelo senhor e sua família. 


O rato tomado pelo desespero, entrou aos gritos pelo chiqueiro adentro e foi até o porco que lhe disse, desculpe-me senhor rato, mas não há nada que eu possa fazer; há não ser orar pelo senhor e sua família. Do chiqueiro, partiu para o pasto, e pediu ajuda ao boi; que em sua forte estatura lhe disse:"Ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não. Mas, Deus há de ter misericórdia de ti, vou orar por você e sua família. 

Então, caindo em si, o rato, fez uma breve reflexão de sua vida, sua importância na fazenda. Ele não fazia parte da cadeia alimentar do fazendeiro, os outros animais não o aceitavam com sua família, procurava ser útil, ser agradável, mas não tinha jeito, sua natureza era desprezível a todos. Tomou uma decisão: Na manhã seguinte iria partir com sua família para outro lugar. No seu intimo ficou grato por todos os animais orarem por ele e por sua família, creu que realmente as interseções de todos o livraria da tentação do queijo parmesão e da ratoeira. Antes de partir iria pedir perdão a todos. Não seria mais um problema para eles e para a fazenda.


Naquela noite, ouviu-se um barulho diferente na fazenda....a ratoeira havia cumprindo seu papel, pegou a primeira vítima. A esposa do fazendeiro, que havia solicitado a ratoeira ao marido, ansiosa, correu do quarto para a cozinha, sem nem acender a luz; queria ser a primeira a ver o que havia na ratoeira. No escuro, ela não percebeu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa...que em um gesto de defesa, a picou violentamente; extraindo de uma só vez, quase todo o seu veneno na pobre mulher.


O fazendeiro levou a esposa imediatamente ao hospital do pequeno vilarejo que ficou em alvoroço pelo ocorrido. Pela manhã, ela voltou para casa...muito debilitada, abatida e com muita febre. O médico recomendou uma canja para a paciente,uma vez que, o caldo forte da galinha caipira ameniza a febre. O fazendeiro pegou o seu cutelo e foi providenciar o prato recomendado pelo médico. A mulher do fazendeiro era muito querida por todos do vilarejo, e por ter se agravado seu estado de saúde, muitos amigos vieram visitá-la, e o fazendeiro, sendo um bom homem hospitaleiro, matou o porco para alimentar os amigos. 


Infelizmente, a tragédia anunciada pela picada da cobra aconteceu...a mulher não resistiu e veio a falecer. Muitas famílias do vilarejo, parentes e amigos vieram para o funeral, e seguindo a tradição da família, o fazendeiro matou o boi e serviu um churrasco a todos após o enterro. O rato? Agradeceu as orações de seus amigos e fixou morada na fazenda por um tempo...até que o fazendeiro decidiu criar gatos, e ele decidiu ser domesticado pelo fazendeiro.


Moral da história:Simbolicamente, a fazenda é a igreja espiritual. A galinha, o porco e o boi são os cristãos que não evangelizam, e se preocupam consigo mesmo, não se sacrificam pelas almas, não estendem a mão ao necessitado. O rato é aquela pessoa que cheia de malícia, frequenta a igreja ha anos, com o único objetivo de satisfazer seus interesses pessoais, e não se entregam ao Senhor Jesus. A ratoeira é a direção do Espirito Santo, quer seja, através de uma corrente específica, ou de uma palavra dirigida pelo Espirito Santo para "pegar" o rato e libertar sua alma do engano do inferno. A cobra é o diabo. O fazendeiro é o líder da igreja; a mulher os obreiros da igreja. Os gatos a fé inteligente e sacrificial que liberta os ratos.

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